Entendendo
a incontinência.

Vamos falar de incontinência urinária? Aqui,
alguns dos maiores especialistas¹ do País,
esclarecem tudo sobre o assunto.

1.Entrevistas concedidas à iniciativa educacional Incontinência sem tabus²
os especialistas entrevistados não possuem nenhum conflito de interesse
com a marca e deram seus depoimentos voluntariamente.

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  • A vida com Incontinência
  • Tratamento e Prevenção

Causas e tipos

Afeta mais as mulheres

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Afeta mais as mulheres

A incontinência urinária pode afetar homens e mulheres, mas há alguns fatores que são específicos do gênero feminino – como partos normais sucessivos, a gangorra hormonal e a chegada da menopausa. Existem ainda características da anatomia feminina que as deixam mais expostas à incontinência urinária, como o tamanho da uretra. Como resultado, as mulheres são maioria: 75% das pessoas com incontinência urinária são mulheres.

Causas da incontinência urinária

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Causas da incontinência urinária

Você sabia que quem sofre de diabetes está mais propenso a ter incontinência urinária? A perda involuntária de urina pode ser causada por diversos fatores, sendo às vezes consequência de um problema que precisa ser investigado.

Confira abaixo:

Infecção na bexiga - É uma causa frequente de escape da urina. Uma vez tratada, a incontinência urinária pode regredir.

Pneumonia - É uma infecção grave, que debilita o organismo e pode levar a uma incontinência urinária temporária.

Bebidas - Consumo excessivo de álcool ou de café provoca hiperatividade da bexiga, que se contrai sem aviso do cérebro, o que em alguns casos pode levar à incontinência urinária.

Esforço - a urina escapa na hora de espirrar, tossir, levantar peso, até correr... Nesse caso, é possível haver alguma lesão prévia da válvula (o esfíncter) que controla a saída do xixi: é sempre importante consultar a opinião de um médico.

Obesidade - A obesidade também contribui para a incontinência. O excesso de peso exerce pressão sobre a bexiga, que pode ficar flácida e “cair”.

Envelhecimento - Com o passar dos anos, a quantidade máxima de urina que a bexiga pode reter diminui e aumenta a frequência das idas ao banheiro. Nem sempre, porém, o tempo entre o alerta dado pelo cérebro e a decisão de urinar é suficiente.

Menopausa - Na menopausa, a ausência de alguns hormônios leva o esfíncter, que controla a passagem da urina, a ficar mais fino. Ele pode perder a capacidade de fechar hermeticamente, e o xixi escapa sem aviso.

Partos - O esforço durante o parto pode comprometer o funcionamento do esfíncter urinário. Outro fator de risco: durante a gestação, a pressão exercida pelo bebê sobre a bexiga contribui para maior escape de urina.

O chamado “intestino preso” também é outro fator que tem impacto sobre o controle do xixi entre o público feminino. O intestino está perto da bexiga e, em razão dessa proximidade, ambos compartilham os mesmos nervos: ao fazer força para evacuar, a bexiga “se engana” e pensa que é hora de urinar também. Por isso, as mulheres sofrem mais com a constipação. Ciclo menstrual, menopausa e até a timidez e o medo são alguns dos fatores que contribuem para prender o intestino.

Estresse diário

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Estresse diário

Os escapes de urina podem comprometer a vida social e profissional de muitas mulheres, às vezes de maneira bem desagradável. De repente, durante um espirro ou mesmo no meio de boas risadas, o xixi escapa de maneira indesejada.

O constrangimento pode ocorrer ainda em situações bastante comprometedoras: no meio de uma reunião, em uma visita a um cliente, na casa de uma amiga querida ou num almoço com conhecidos. A vontade de fazer xixi aparece, mas não há tempo suficiente de chegar ao banheiro e o vazamento da urina deixa a mulher molhada e com um odor desagradável. Estressante, não é? Pois essa é a situação é vivida diariamente por milhões de mulheres em todo o mundo.

Segundo dados da International Continence Society, o descontrole da bexiga é duas a três vezes mais comum nas mulheres, e o impacto dessa condição na vida delas pode ser enorme. Muitas tentam ignorá-la, inventam truques ou mudam seu comportamento para driblar o desconforto e só procuram ajuda médica em casos mais graves, quando a vida social, profissional ou amorosa está sendo comprometida. Não precisa ser assim.

Falando em consulta...

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Falando em consulta...

Caso você desconfie de que tem incontinência urinária, o primeiro passo é se consultar com seu médico de confiança, seja ele um clínico geral ou um ginecologista. Se julgar necessário, esses profissionais irão encaminhá-la a um especialista no tratamento do sistema urinário, um uroginecologista - ginecologista com especialização em problemas de bexiga do sexo feminino e função urinária – ou um urologista.

Prepare-se para a consulta com este material que organizamos para você. Baixe o arquivo para orientar-se. Se quiser, imprima, siga o roteiro e, se achar conveniente, leve uma cópia com você na ida ao médico, ou salve no seu celular e leve com você para a consulta.

Mais comum do que se imagina

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Mais comum do que se imagina

Imagine esta situação: você está na academia, vai levantar um peso e aparece aquele molhadinho na sua roupa de ginástica. Se você está deitada no chão, no meio de uma série de abdominais, e isso ocorre, o constrangimento aumenta.

Isso é mais comum do que se imagina: uma em cada quatro pessoas acima dos quarenta anos tem incontinência. São mais de 10 milhões de pessoas, só no Brasil! Contempla pessoas de todas as idades, e de ambos os gêneros – tanto mulheres quanto homens.

 

O fator idade

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O fator idade

Quando envelhecemos, temos mesmo mais dificuldade com a perda de urina. Isso por que, com o passar do tempo, a quantidade máxima de xixi que a bexiga consegue reter pode diminuir. Além disso, o tempo entre o alerta que o cérebro recebe e a decisão de urinar já não é o mesmo que na juventude.

Porém, mulheres de qualquer idade podem ter incontinência urinária – e isso também não está necessariamente ligado ao fato de terem ou não engravidado. No Brasil, uma em cada quatro pessoas acima de quarenta anos tem incontinência urinária. Outro mito é de que mulheres jovens tem apenas incontinência leve – o que não é verdade.

O sistema urinário em funcionamento

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O sistema urinário em funcionamento

Você sabia que os rins filtram até 1.200ml de sangue por minuto? Para conhecer mais detalhes sobre como funciona o sistema urinário e qual é sua relação com o cérebro, assista ao vídeo abaixo.

Para entender um pouco mais sobre a incontinência, assista a uma explicação do urologista Carlos Sacomani, da Sociedade Brasileira de Urologia e da Urocare, em São Paulo (a entrevista foi concedida à iniciativa educacional Incontinência sem tabus2).

Será que eu tenho?

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Será que eu tenho?

Se você está sente que gotas ou jatos de urina escapam ao longo do dia sem a sua vontade, seja durante uma risada, um espirro, ao fazer um esforço, ou quando você está quase chegando ao banheiro, você pode ter incontinência urinária. Preparamos algumas perguntas para ajudá-la a esclarecer esse tema. Leia, reflita e, se for o caso, procure um médico para verificar qual a melhor solução para você.





Vale a pena investigar

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Vale a pena investigar

Qualquer doença, condição ou lesão que cause danos cerebrais – como traumas provocados por acidentes, tumores, esclerose múltipla, entre outras – podem provocar a incontinência urinária. Doenças metabólicas, como pressão arterial e diabetes, também podem levar a um descontrole do sistema urinário.

Alguns desses problemas têm relação com o envelhecimento, mas há outros em que não existe correspondência direta. É o caso da bexiga hiperativa, uma situação na qual o órgão se contrai com muita frequência e, em geral, no momento errado: o músculo detrusor – que regula as contrações da bexiga – trabalha demais durante a fase de enchimento. Pode ser consequência de infecção urinária, de câncer oculto de bexiga ou ainda de doenças neurológicas, entre outros problemas diversos, por isso é sempre importante procurar um médico para entender de forma mais aprofundada o que de fato está acontecendo com o organismo.

Leve, moderada ou intensa ?

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Leve, moderada ou intensa ?

Conhecer a intensidade e a frequência dos sintomas é essencial para selecionar as opções de tratamento e os produtos que auxiliam no seu bem-estar. Os médicos relacionam os três graus de intensidade de incontinência urinária:

 

  • Leve – Os escapes ocorrem ocasionalmente, e em pequena quantidade.
  • Moderada – A perda do xixi ocorre com mais frequência e em maior quantidade, chegando a molhar a calcinha. Por causa disso, quem tem incontinência urinária neste nível já usou algum forro ou produtos para barrar o incômodo vazamento de xixi. Uma das grandes preocupações é evitar odores, especialmente em situações sociais.
  • Intensa – Os escapes de xixi são frequentes e em grande quantidade, capazes de gerar vazamentos. Isso causa grande constrangimento, e, sem o uso de produtos adequados, pode fazer a pessoa evitar compromissos e eventos sociais

Cuidado com eles!

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Cuidado com eles!

Alguns alimentos, bebidas e remédios são diuréticos, aumentando o volume de urina. Por este motivo, é importante conversar com seu médico sobre seu consumo. Alguns exemplos:

  • Chá e café descafeinado
  • Bebidas gasosas
  • Adoçantes artificiais
  • Alimentos ricos em especiarias, açucarados ou ácidos
  • Frutas cítricas
  • Remédios para o coração e pressão arterial, sedativos e relaxantes musculares
  • Grandes doses de vitaminas B ou C

Doutor, o que eu tenho?

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Doutor, o que eu tenho?

A incontinência urinária é mais comum do que se imagina: uma em cada quatro pessoas acima de quarenta anos tem a condição. Ao diagnosticá-la, o médico vai indicar qual o tipo de incontinência em questão.

Os dados a seguir, do estudo desenvolvido na Escola de Medicina de Harvard, apontam para a seguinte distribuição dos principais casos de incontinência urinária, e qual a porcentagem que afeta mulheres e homens:

TIPOS DE INCONTINÊNCIA URINÁRIA

Infográfico 1 - INCONTINÊNCIA POR ESFORÇO

Você pode perder xixi quando tosse, espirra, ri, pratica exercícios de impacto ou esportes, levanta peso ou durante a relação sexual. O esforço adicional aumenta a pressão sobre a região do abdômen, comprimindo a bexiga. Se os ligamentos que sustentam a uretra estão danificados, pode ocorrer perda involuntária de urina.

Infográfico 2 - URGÊNCIA MESMO QUANDO A BEXIGA NÃO ESTÁ CHEIA

Combina a vontade súbita e muito forte de fazer xixi com a dificuldade de segurar a urina até chegar ao banheiro mais próximo. Ou seja, a urina escapa antes que você chegue ao seu destino. A incontinência por urgência é relacionada à hiperatividade do músculo detrusor, que regula as contrações da bexiga.

Infográfico 3 - INCONTINÊNCIA MISTA

Algumas pessoas podem apresentar incontinência mista, resultante da associação entre incontinência por esforço e por urgência. O resultado disso é a vontade súbita de fazer xixi associada aos escapes involuntários.

Funcional

Há alguns danos neurológicos que podem prejudicar o controle do mecanismo de eliminação da urina, como nas doenças de Alzheimer ou de Parkinson. Nesses casos, temos a incontinência urinária por esforço. Quem tem artrite reumatoide grave, por exemplo, também tem dificuldade de desabotoar a roupa ou baixar o zíper com a agilidade necessária para evitar um escape de urina indesejado.

Síndrome da chave da garagem

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Síndrome da chave da garagem

Você já ouviu falar da síndrome da chave da garagem? Às vezes, a incontinência por urgência se manifesta de uma maneira diferente. O urologista Sidney Glina, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Sexualidade Humana, contou sua experiência em entrevista à iniciativa educacional Incontinência sem tabus2.

“Não é uma situação que acontece toda hora, mas já atendi mais de um paciente que manifestava uma vontade incontrolável de fazer xixi assim que estacionava o carro na garagem ou punha a chave na fechadura de casa. A parte mais curiosa é que a maioria conta que não manifestara nenhum desejo de fazer xixi durante o percurso”, relembra o médico.

A explicação: o sistema nervoso pode bloquear a sensação de bexiga cheia quando a pessoa está impossibilitada de ir ao banheiro – por exemplo, em um congestionamento. Mas, assim que ela chega em casa, o cérebro manda um “recado” para o corpo informando sobre a segurança de se estar perto de um local que permita a micção, e aí o escape pode vir antes mesmo que a pessoa consiga chegar ao banheiro.

A incontinência de urgência é apenas um dos tipos de incontinência urinária. Saiba mais no artigo “Doutor, o que eu tenho”.

O que é a incontinência urinária?

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O que é a incontinência urinária?

A incontinência urinária é a perda involuntária da urina. De repente, quando menos se espera, uma ou mais gotinhas de xixi escapam e molham a roupa íntima, causando desconforto e constrangimento.

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), a incontinência urinária atinge cerca de 5% da população brasileira, o equivalente a mais de 10 milhões de pessoas. É gente de ambos os sexos e de todas as idades, ainda que o problema se torne mais frequente após os 50 anos.

O número de incontinentes, porém, pode ser ainda maior do que sugerem as estatísticas oficiais. A própria SBU avalia que, muito provavelmente, estes dados não representam a totalidade de casos. A maioria das pessoas não fala sobre o assunto, nem mesmo procura assistência médica, o que significa que pode haver muito mais gente lidando com a incontinência urinária em silêncio.

Felizmente, o cenário de pouca informação está mudando. A ciência médica, aliada à tecnologia, tem se debruçado na busca por soluções e produtos adequados para resolver ou amenizar o dia a dia com incontinência urinária. É hora de romper o silêncio, compartilhar aflições, buscar informações e apoio médico.

A vida com Incontinência

Da raiva à depressão

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Da raiva à depressão

No imaginário feminino, a incontinência urinária muitas vezes acaba ligada ao descuido, à negligência, a algo que se fez de errado no passado e que agora acarretou a perda involuntária de urina. Mulheres relatam se sentirem menos “mulher” devido à condição, e dizem que perderam a vitalidade e até mesmo deixaram de ser elas mesmas por causa dela. A sensação é que seu corpo está traindo-as.

Além disso, também não é fácil fazer as adaptações que elas julgam serem necessárias: saber de antemão onde vão encontrar um banheiro, evitar atividades muito ativas (como dançar), deixar de lado a roupa favorita e optar por outra que “esconda” a condição, dar desculpas o tempo todo.  

Tudo isso se confronta com o desejo de prolongar ao máximo a vitalidade e a juventude, mantendo a feminilidade. “Dependendo da forma como esse conflito é vivido, pode provocar sentimentos de raiva, de tristeza e levar à depressão”, disse a psicóloga Ana Claudia Crotti Delmaschio em entrevista à iniciativa educacional Incontinência sem tabus2.

Incontinência urinária e feminilidade

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Incontinência urinária e feminilidade

Sem a solução adequada, a incontinência urinária pode trazer grandes alterações no dia a dia e nas relações das mulheres. O medo de ficar exposta ao constrangimento do escape de urina faz com que elas se preocupem antes de sair para saber se vão encontrar um banheiro, se não vão exalar um cheiro desagradável, se alguém vai perceber sua condição. A rotina acaba mudando, a vida social ativa diminui e até mesmo a vida amorosa é afetada. 

A relação a dois muda a partir do momento em que a mulher passa a esconder sua condição do companheiro: muitas relatam que não dividem a informação de que tem incontinência urinária com ninguém, nem mesmo com eles. Assim, continuam a usar absorvente menstrual, mesmo após a menopausa, consequentemente não contam que estão passando por essa transformação característica do corpo feminino, inventam desculpas para não sair para programas que antes eram comuns (como ir ao cinema), e deixam até mesmo de fazer sexo. 

A possibilidade de vir a ter escapes de urina durante o ato sexual gera constrangimento e tensão, dois grandes inimigos do prazer. Desse modo, não é raro o clima ir por água abaixo, junto com a excitação. A falta de cumplicidade e de momentos a dois prejudica a vida amorosa e impacta até mesmo na forma como a mulher entende sua feminilidade.

O impacto na rotina

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O impacto na rotina

Quem convive com a incontinência urinária sabe que, com o passar do tempo, ela começa a interferir de diversas maneiras no cotidiano. Dependendo do tipo e da frequência dos escapes urinários, a condição pode comprometer o convívio social, a vida familiar e sexual.

Aos poucos, o medo do vazamento e do odor característico da urina interfere na vontade de participar de passeios e de atividades, como fazer exercício na academia, sair com os amigos, ir ao restaurante, ao cinema ou até mesmo participar de uma reunião prolongada. Como lidar, por exemplo, com a necessidade de se levantar mais de uma vez para ir ao banheiro? Em situações extremas, mulheres que já vivenciam a incontinência evitam até mesmo sair de casa se não for muito necessário.

O impacto na rotina depende do tipo de incontinência urinária e da sua intensidade, mas mudanças no comportamento e no dia a dia acabam acontecendo às vezes, sem que a pessoa com incontinência perceba. O caminho do isolamento acaba por fragilizar essas mulheres, tornando-as mais vulneráveis à depressão.

Assista ao vídeo da psicóloga Ana Cláudia Crotti Delmaschio, da Associação Brasileira pela Continência B.C.Stuart, sobre como a incontinência urinária altera a rotina na vida das pessoas (a entrevista foi concedida à iniciativa educativa Incontinência sem tabus2).

Os efeitos colaterais da solidão

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Os efeitos colaterais da solidão

Mulheres que vivem secretamente o fato de terem incontinência urinária não são exceção. Elas são ainda a regra. E um dos efeitos colaterais mais perversos do enfrentamento solitário dessas questões é a sensação de estar virando outra pessoa, alguém por quem ela mesma pode sentir uma certa repulsa. 

As mulheres que se isolam e não se propõem a buscar exercícios ou soluções, como produtos adequados para a incontinência urinária, costumam desenvolver algumas estratégias para manter seu segredo a salvo. Comprar absorventes demais para a filha (e usar quase todos) é uma delas. Atribuir o cheiro de xixi que de vez em quando aparece no quarto do casal ao cachorro, ao gato ou ao neto é outra.

Exausta com o custo emocional de esconder o problema, a mulher também se afasta do marido e dos filhos, criando um abismo muitas vezes difícil de superar. A psicóloga Ana Claudia Crotti Delmaschio alerta para os riscos do isolamento em entrevista à iniciativa educacional Incontinência sem tabus2: “Não há motivo para criar restrições por conta da incontinência urinária nem para passar por tudo isso sem apoio. O prejuízo emocional é imenso”.

Quanto antes, melhor

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Quanto antes, melhor

Mulheres mais jovens, com vida ativa e que praticam exercícios são as que mais rapidamente procuram ajuda quando enfrentam escapes involuntários de urina. “Elas não se adaptam aos escapes urinários quando vão à academia ou durante alguma prática esportiva e procuram logo ajuda”, disse o urologista Sidney Glina em entrevista à iniciativa educacional Incontinência sem tabus2.

À medida que a idade aumenta, porém, é maior o número de mulheres com dificuldade de buscar ajuda. É um período difícil, de grande mal-estar psicológico, de aceitação passiva ou, por vezes, de negação, num claro sentimento de impotência.

Veja o que o Dr. Glina tem a dizer sobre isso.

 A maioria só rompe esse padrão quando a perda do xixi piora muito em intensidade ou frequência, a ponto de interferir na vida profissional, social ou a dois. “Se viessem antes, poderiam ter evitado muito sofrimento e mantido uma qualidade de vida melhor”, recomenda o urologista Carlos Sacomani em entrevista à iniciativa educacional Incontinência sem tabus2.

Você não esta sozinha

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Você não esta sozinha

Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, 5% da população tem incontinência urinária. Falando sobre o público feminino, em termos mundiais estima-se que uma em cada quatro mulheres em fase reprodutiva apresenta algum grau de escape involuntário de urina.

A proporção aumenta a partir da menopausa. Nessa etapa, duas em cada cinco mulheres (40%) se queixam de algum sinal de incontinência urinária.

Tratamento e Prevenção

Depende de você!

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Depende de você!

Existem muitas formas de amenizar os efeitos que a incontinência urinária pode causar no dia a dia. Porém, o mais importante é que você participe desse processo. Se você tem algum grau de incontinência, tome a frente da situação. Uma atitude mais proativa garante desde que um possível problema de saúde seja descoberto mais cedo, como também que mudanças de comportamento, humor, afastamento e até mesmo a depressão não apareçam como uma decorrência da condição.

Além de procurar um médico ou especialista, compartilhar a situação com amigos e familiares ajuda a amenizar a sensação de solidão e a desmistificar a incontinência urinária, que é muito mais comum do que se parece.

Fortaleça seus músculos

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Fortaleça seus músculos

A incontinência urinária pode sim ser tratada. Entre as opções, o treinamento da bexiga inclui exercícios para fortalecer os músculos pélvicos, que ajudam a segurar a urina na bexiga.

Os especialistas consideram esses exercícios pélvicos – exercícios de Kegel – bastante importantes, capazes de ajudar no controle das perdas urinárias.

O primeiro passo é encontrar os músculos certos - a sugestão é do Instituto Nacional de Diabetes e Doenças Renais dos Estados Unidos.

Imagine que você está tentando impedir a saída involuntária do xixi. Contraia essa mesma musculatura, localizada na região pélvica, especialmente a vagina.

Lembre-se de respirar normalmente durante os exercícios e contraia apenas os músculos indicados. Seja paciente e persista. Os exercícios duram cerca de 5 minutos, e devem ser realizados até três vezes por dia. A maioria das pessoas já sente alguma melhora após algumas semanas.

Esses exercícios são especialmente importantes durante o pré-natal e no período pós-parto. "Costumo dizer aos meus pacientes, mulheres e homens, que deveriam trazer os filhos para praticar esses exercícios de fortalecimento. Quanto mais cedo começarem, melhor será", disse a fisioterapeuta Selma Camarrão, especializada em saúde da mulher do Hospital Pérola Byinton em entrevista concedida à iniciativa educacional Incontinência sem tabus2.

Muitas fogem dos médicos

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Muitas fogem dos médicos

Engana-se quem pensa que essa é uma atitude rara. Para se ter ideia, um estudo feito no Rio Grande do Sul mostrou que pelo menos 72% das pessoas com bexiga hiperativa – uma das causas de incontinência urinária – nunca foram ao médico para avaliar o sintoma. É hora de virar esse jogo.

Vamos deixar o medo, o preconceito e a vergonha de lado? Afinal, é possível chegar a bons resultados com os tratamentos e soluções adequados. Há prevenção, cuidados e produtos capazes de ajudar a evitar as mudanças de comportamento e rotina que a incontinência urinária pode acarretar.

Superar ou amenizar o desconforto

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Superar ou amenizar o desconforto

Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, são mais de 10 milhões de brasileiros com incontinência urinária. Com tanta gente às voltas com a incontinência, será cada dia mais difícil evitar o assunto. O ideal é encontrar mecanismos para lidar com a condição, seja superando, seja amenizando seus possíveis efeitos.

A escolha da solução mais adequado depende do tipo e do nível da incontinência urinária. Nos casos em que é possível, os médicos preferem começar a recuperação do controle urinário mudando alguns hábitos e sugerindo exercícios para fortalecer a musculatura que conserva a urina na bexiga. 

Se estas iniciativas não funcionarem e dependendo do estilo de vida, da condição de saúde e do desejo de cada mulher, o especialista poderá indicar desde remédios e procedimentos para colocação de dispositivos para conter a urina, como um cateter ou marcapasso, até o uso de produtos específicos, como absorventes para incontinência e roupas íntimas descartáveis.

Fortaleça seus músculos (1)

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Fortaleça seus músculos (1)

A incontinência urinária pode sim ser tratada. Entre as opções, o treinamento da bexiga inclui exercícios para fortalecer os músculos pélvicos, que ajudam a segurar a urina na bexiga.

Os especialistas consideram esses exercícios pélvicos – exercícios de Kegel – bastante importantes, capazes de ajudar no controle das perdas urinárias.

O primeiro passo é encontrar os músculos certos - a sugestão é do Instituto Nacional de Diabetes e Doenças Renais dos Estados Unidos.

Imagine que você está tentando impedir a saída involuntária do xixi. Contraia essa mesma musculatura, localizada na região pélvica, especialmente a vagina.

Lembre-se de respirar normalmente durante os exercícios e contraia apenas os músculos indicados. Seja paciente e persista. Os exercícios duram cerca de 5 minutos, e devem ser realizados até três vezes por dia. A maioria das pessoas já sente alguma melhora após algumas semanas.

Esses exercícios são especialmente importantes durante o pré-natal e no período pós-parto. "Costumo dizer aos meus pacientes, mulheres e homens, que deveriam trazer os filhos para praticar esses exercícios de fortalecimento. Quanto mais cedo começarem, melhor será", disse a fisioterapeuta Selma Camarrão, especializada em saúde da mulher do Hospital Pérola Byinton em entrevista concedida à iniciativa educacional Incontinência sem tabus2.

Causas e tipos

Cirurgia de remoção da próstata

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Cirurgia de remoção da próstata

Até 10% dos pacientes que precisam se submeter a essa cirurgia apresentam incontinência depois da remoção completa dessa glândula, devido a tumores malignos. Isso se dá em consequência de lesões do esfíncter, ou do nervo responsável pelo seu funcionamento.

O esfíncter é uma musculatura situada na base da bexiga e na parede da uretra que regula a abertura e o fechamento desse canal por onde escoa a urina. Por diferentes motivos, pode acontecer uma obstrução da saída da urina, estreitamento da uretra ou cicatrização depois da cirurgia. Nesses casos, pode haver incontinência por transbordamento, urgência ou hiperatividade.

O procedimento com radiação externa, outro método de tratamento para câncer de próstata, também pode levar a perdas temporárias ou permanentes de urina, causadas por problemas na bexiga.

E o papel da próstata na história?

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E o papel da próstata na história?

A próstata é uma glândula masculina com o tamanho e a forma de uma noz. Ela envolve a uretra imediatamente abaixo da bexiga. Conforme o homem envelhece, a próstata pode se tornar alargada, comprimir a uretra e afetar o fluxo da corrente urinária.

A consequência mais comum disso é o que os especialistas chamam de hiperplasia benigna prostática (BPH, ou aumento do tamanho da próstata), em que os homens têm dificuldades para urinar, tais como fluxo fraco e interrompido, urgência ou vazamento e aumento da frequência urinária, principalmente à noite. Após os 60 anos, eles podem afetar até 50% dos homens, chegando até a 90% após os 85 anos.

Falando em consulta....

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Falando em consulta....

Caso você desconfie de que tem incontinência, o primeiro passo é se consultar com seu médico de confiança, seja ele clínico geral ou cardiologista. Se algum desses profissionais avaliar que é necessário, ele o encaminhará a um especialista no tratamento do sistema urinário: o urologista.

Prepare-se para a consulta com este material que organizamos para você. Baixe o arquivo para orientar-se. Se quiser, imprima, siga o roteiro e, se achar conveniente, leve uma cópia com você na ida ao médico. Ou salve no seu celular e leve com você para a consulta.

Incontinência urinária também é sintoma

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Incontinência urinária também é sintoma

A incontinência urinária pode ser um alerta do organismo de que algo está prejudicando o bom funcionamento do sistema urinário.

Você sabia que quem sofre de diabetes está mais propenso a ter incontinência urinária? Muitas vezes, é por ir atrás de informações sobre incontinência que se descobre a própria diabetes ou outras disfunções, como a hiperplasia (aumento no tamanho da próstata). Obesidade, infecções graves e diferentes alterações no cérebro também podem desencadear a perda involuntária de urina.

Leve, moderada ou intensa?

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Leve, moderada ou intensa?

Conhecer a intensidade e a frequência dos sintomas é essencial para selecionar as opções de tratamento e os produtos que auxiliam no seu bem-estar. Os médicos relacionam os três graus de intensidade de incontinência urinária:

 

  • Leve – Os escapes ocorrem ocasionalmente, e em pequena quantidade.
  • Moderada – A perda do xixi ocorre com mais frequência e em maior quantidade, chegando a molhar a cueca. Por causa disso, quem tem incontinência urinária neste nível já usou algum forro ou produtos para barrar o incômodo vazamento de xixi. Uma das grandes preocupações é evitar odores, especialmente em situações sociais.
  • Intensa – Os escapes de xixi são frequentes e em grande quantidade, capazes de gerar vazamentos. Isso causa grande constrangimento, e, sem o uso de produtos adequados, pode fazer a pessoa evitar compromissos e eventos sociais

Molhei a cueca de novo!

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Molhei a cueca de novo!

Imagine esta situação constrangedora: você está jogando bola com os amigos, faz um movimento mais forte – um chute poderoso, uma cabeçada fantástica ou aquela defesa inacreditável – e, em vez de comemorar, fica envergonhado porque seu calção ficou molhado. Ou, então, está expondo um novo projeto para os colegas na empresa e, de repente, precisa interromper sua apresentação e correr para o banheiro – às vezes nem dá tempo de chegar lá! Pior ainda: você está pronto para um momento romântico com aquela pessoa especial e sente que está deixando escapar xixi.

Se essas são situações que você reconhece – ou se conhece alguém que passa por isso – saiba que pode ser uma condição mais comum do que se imagina: uma em cada quatro pessoas acima dos quarenta anos tem incontinência urinária.

O sistema urinário em funcionamento.

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O sistema urinário em funcionamento.

Você sabia que os rins filtram até 1.200ml de sangue por minuto? Para conhecer mais detalhes sobre como funciona o sistema urinário e qual é sua relação com o cérebro, assista ao vídeo abaixo.

Para entender um pouco mais sobre a incontinência, assista a uma explicação dada pelo urologista Carlos Sacomani, da Sociedade Brasileira de Urologia e da Urocare, em São Paulo, em entrevista à iniciativa educacional Incontinência sem tabus2:

Sistema nervoso em pane

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Sistema nervoso em pane

Infelizmente, as panes do sistema nervoso podem ocorrer a qualquer momento, embora algumas delas tenham ligação mais direta com o envelhecimento, como é o caso do Alzheimer. Mas também aparecem na lista a doença de Parkinson e o acidente vascular cerebral (AVC), por exemplo.

Lesões medulares também podem afetar o esvaziamento da bexiga, interrompendo os sinais nervosos necessários para o controle da bexiga.

O fator idade.

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O fator idade.

Quando envelhecemos, temos mesmo mais dificuldade para controlar a perda de urina. Isso por que, com o passar do tempo, diminui a quantidade máxima de urina que a bexiga pode reter e o tempo entre o alerta que o cérebro recebe e a decisão de urinar não é o mesmo que na juventude. Porém, homens de qualquer idade podem ter incontinência urinária.

Será que eu tenho ?

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Será que eu tenho ?

Se você sente que gotas ou jatos de urina escapam ao longo do dia sem a sua vontade, seja durante um espirro, ao fazer um esforço, ou quando você está quase chegando ao banheiro, você pode ter incontinência urinária. Preparamos algumas perguntas para ajudá-lo a conhecer melhor e esclarecer esse tema. Leia, reflita e, se for o caso, procure um urologista para verificar qual a melhor solução para você.





Causas da incontinência urinária.

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Causas da incontinência urinária.

Veja a seguir diversas causas que podem levar à incontinência em mulheres e homens - especificamente para esses últimos.

Infecção na bexiga - É uma causa frequente de escape da urina. Uma vez tratada, a condição de incontinência urinária regride e o corpo volta ao normal.

Pneumonia - É uma infecção grave, que debilita o organismo e pode levar a uma incontinência urinária temporária.

Bebidas - Consumo excessivo de álcool ou de café provoca hiperatividade da bexiga, que se contrai sem aviso do cérebro, o que em alguns casos pode levar à incontinência urinária.

Esforço - a urina escapa na hora de espirrar, tossir, levantar peso, até correr... Nesse caso, é possível haver alguma lesão prévia da válvula (o esfíncter) que controla a saída do xixi: é sempre importante consultar a opinião de um médico.

Obesidade - A obesidade também contribui para a incontinência. O excesso de peso exerce pressão sobre a bexiga.

Envelhecimento - Com o passar dos anos, a quantidade máxima de urina que a bexiga pode reter diminui e aumenta a frequência das idas ao banheiro. Nem sempre, porém, o tempo entre o alerta dado pelo cérebro e a decisão de urinar é suficiente.

Hiperplasia da próstata - O aumento do tamanho da próstata – hiperplasia – pode obstruir a parte da uretra ligada à bexiga. Com isso, o xixi escapa.

Cirurgia da próstata -Intervenções para extrair tumores malignos ou reverter a hiperplasia podem desencadear na incontinência urinária. Isso acontece porque uretra e bexiga ficam próximas desse órgão e correm risco de ser lesionadas na operação.

Vale a pena investigar.

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Vale a pena investigar.

Qualquer doença, condição ou lesão que causem danos cerebrais – como traumas provocados por acidentes, tumores, esclerose múltipla, entre outras – podem provocar a incontinência urinária. Doenças metabólicas, como pressão arterial e diabetes, também podem levar a um descontrole do sistema urinário.

Alguns desses problemas têm relação com o envelhecimento, mas há outros em que não existe correspondência direta. É o caso da bexiga hiperativa, uma das causas mais frequentes de perda urinária entre os homens. Esta é uma situação na qual o órgão se contrai com muita frequência e, em geral, no momento errado: o músculo detrusor – que regula as contrações da bexiga – trabalha demais durante a fase de enchimento. Pode ser consequência de infecção urinária, de câncer oculto de bexiga, de problemas diversos na próstata ou ainda de doenças neurológicas, por isso é sempre importante procurar um médico para entender de forma mais aprofundada o que de fato está acontecendo com o organismo.

Cuidado com eles!

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Cuidado com eles!

Alguns alimentos, bebidas e remédios são diuréticos, aumentando o volume de urina. Por este motivo, é importante conversar com seu médico sobre seu consumo. Alguns exemplos:

  • Chá e café descafeinado
  • Bebidas gasosas
  • Adoçantes artificiais
  • Alimentos ricos em especiarias, açucarados ou ácidos
  • Frutas cítricas
  • Remédios para o coração e pressão arterial, sedativos e relaxantes musculares
  • Grandes doses de vitaminas B ou C

Doutor, o que eu tenho?

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Doutor, o que eu tenho?

A incontinência urinária é mais comum do que se imagina: uma em cada quatro pessoas acima de quarenta anos tem a condição. Ao diagnosticá-la, o médico vai indicar qual o tipo de incontinência em questão.

Os dados a seguir, do estudo desenvolvido na Escola de Medicina de Harvard, apontam para a seguinte distribuição dos principais casos de incontinência urinária, e qual a porcentagem que afeta mulheres e homens:

TIPOS DE INCONTINÊNCIA URINÁRIA

Infográfico 1 - INCONTINÊNCIA POR ESFORÇO

Você pode perder xixi quando tosse, espirra, ri, pratica exercícios de impacto ou esportes, levanta peso ou durante a relação sexual. O esforço adicional aumenta a pressão sobre a região do abdômen, comprimindo a bexiga. Se os ligamentos que sustentam a uretra estão danificados, pode ocorrer perda involuntária de urina.

Infográfico 2 - URGÊNCIA MESMO QUANDO A BEXIGA NÃO ESTÁ CHEIA

Combina a vontade súbita e muito forte de fazer xixi com a dificuldade de segurar a urina até chegar ao banheiro mais próximo. Ou seja, a urina escapa antes que você chegue ao seu destino. A incontinência por urgência é relacionada à hiperatividade do músculo detrusor, que regula as contrações da bexiga.

Infográfico 3 - INCONTINÊNCIA MISTA

Algumas pessoas podem apresentar incontinência mista, resultante da associação entre incontinência por esforço e por urgência. O resultado disso é a vontade súbita de fazer xixi associada aos escapes involuntários.

Funcional

Há alguns danos neurológicos que podem prejudicar o controle do mecanismo de eliminação da urina, como nas doenças de Alzheimer ou de Parkinson. Nesses casos, temos a incontinência urinária por esforço. Quem tem artrite reumatoide grave, por exemplo, também tem dificuldade de desabotoar a roupa ou baixar o zíper com a agilidade necessária para evitar um escape de urina indesejado.

Síndrome da chave da garagem

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Síndrome da chave da garagem

Você já ouviu falar da síndrome da chave da garagem? Às vezes, a incontinência por urgência se manifesta de uma maneira diferente. O urologista Sidney Glina, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Sexualidade Humana, contou sua experiência em entrevista à iniciativa educacional Incontinência sem tabus2.

“Não é uma situação que acontece toda hora, mas já atendi mais de um paciente que manifestava uma vontade incontrolável de fazer xixi assim que estacionava o carro na garagem ou punha a chave na fechadura de casa. A parte mais curiosa é que a maioria conta que não manifestara nenhum desejo de fazer xixi durante o percurso”, relembra o médico.

A explicação: o sistema nervoso pode bloquear a sensação de bexiga cheia quando a pessoa está impossibilitada de ir ao banheiro – por exemplo, em um congestionamento. Mas, assim que ela chega em casa, o cérebro manda um “recado” para o corpo informando sobre a segurança de se estar perto de um local que permita a micção, e aí o escape pode vir antes mesmo que a pessoa consiga chegar ao banheiro.

A incontinência de urgência é apenas um dos tipos de incontinência urinária. Saiba mais no artigo “Doutor, o que eu tenho”.

O que é a incontinência urinária?

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O que é a incontinência urinária?

A incontinência urinária é a perda involuntária da urina. De repente, quando menos se espera, uma ou mais gotinhas de xixi escapam e molham a roupa íntima, causando desconforto e constrangimento.

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), a incontinência urinária atinge cerca de 5% da população brasileira, o equivalente a mais de 10 milhões de pessoas. É gente de ambos os sexos e de todas as idades, ainda que o problema se torne mais frequente após os 50 anos.

O número de incontinentes, porém, pode ser ainda maior do que sugerem as estatísticas oficiais. A própria SBU avalia que, muito provavelmente, estes dados não representam a totalidade de casos. A maioria das pessoas não fala sobre o assunto, nem mesmo procura assistência médica, o que significa que pode haver muito mais gente lidando com a incontinência urinária em silêncio.

Felizmente, o cenário de pouca informação está mudando. A ciência médica, aliada à tecnologia, tem se debruçado na busca por soluções e produtos adequados para resolver ou amenizar o dia a dia com incontinência urinária. É hora de romper o silêncio, compartilhar aflições, buscar informações e apoio médico.

A vida com Incontinência

Apoio em casa

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Apoio em casa

Enquanto as mulheres não costumam falar sobre os escapes de urina nem mesmo com seus companheiros, estes, em contrapartida, costumam se apoiar bastante em suas parceiras nesses momentos.

Pedem para que elas comprem absorventes e solicitam ajuda às parceiras para esconder o que está ocorrendo. Afinal, são elas que rapidamente percebem os vazamentos nas roupas ou nos lençóis. Nos consultórios dos urologistas, não é raro o médico ouvir o paciente desabafar que cansou de passar vergonha e passou a pedir ajuda da esposa.

Porém, a falta de informação sobre o tema pode levar ao uso de truques e soluções caseiras – como usar duas cuecas, forrar com papel toalha e até mesmo usar absorventes femininos – que não são os mais adequados.

O impacto emocional

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O impacto emocional

Os homens por muito tempo foram incentivados desde pequenos a esconder seus sentimentos e não dividir suas angústias. Por isso, ao sentirem os primeiros escapes involuntários de urina muitos deles se isolam, podendo inclusive prorrogar a descoberta de doenças como o câncer de próstata. O impacto psicoemocional também pode ser bastante forte: deixam de fazer passeios, de frequentar academia, procuram o tempo todo controlar os sinais e mudam trajetos para garantir que encontrarão banheiros. Homens que sofrem com a incontinência de urgência e que perdem grandes volumes de xixi, por exemplo, são levados a reorientar seus horários e o trajeto de ida e volta ao trabalho para garantir paradas emergenciais em banheiros disponíveis. Passam também a evitar compromissos em locais que desconhecem ou mais demorados, como a ida ao teatro e ao cinema.

Os médicos percebem como essa condição incomoda seus pacientes. Veja o depoimento do Dr. Sidney Glina à iniciativa educacional Incontinência sem tabus2.

A vida com incontinência urinária.

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A vida com incontinência urinária.

Mais de 10 milhões de brasileiros, homens e mulheres de todas as idades, tem incontinência urinária. É muito mais comum do que se imagina, e a dificuldade de falar no assunto pode acarretar a piora de doenças mais graves, como o câncer de próstata, e dificultar o conhecimento sobre soluções adequadas a cada situação.

O impacto na rotina.

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O impacto na rotina.

Quem convive com a incontinência urinária sabe que, com o passar do tempo, ela começa a interferir de diversas maneiras no cotidiano. Dependendo do tipo e da frequência dos escapes urinários, a condição pode comprometer o convívio social, a vida familiar e sexual.

O medo de um vazamento ou de que o odor característico da urina seja percebido por outros pode minar a autoconfiança masculina e afetar o dia a dia. Como lidar, por exemplo, com a necessidade de se levantar mais de uma vez para ir ao banheiro durante uma reunião importante, ou o medo de que a urina apareça durante uma relação sexual? Temas como estes afetam o psicológico dos homens com incontinência urinária e podem ser solucionados a partir do melhor entendimento da condição e das soluções adequadas para cada caso.

Tratamento e Prevenção

Depende de você !

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Depende de você !

Existem muitas formas de amenizar os efeitos que a incontinência urinária pode causar no dia a dia. Porém, o mais importante é que você participe desse processo. Se você tem algum grau de incontinência, tome a frente da situação. Uma atitude mais proativa garante desde que um eventual problema de saúde – como um câncer de próstata – seja descoberto mais cedo, como também que a rotina e o relacionamento não sejam afetados de forma negativa pela condição. 

Além de procurar um médico ou especialista, compartilhar a situação com amigos e familiares ajuda a amenizar a sensação de solidão e a desmistificar a incontinência urinária, que é muito mais comum do que parece.

Fortaleça seus músculos.

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Fortaleça seus músculos.

A incontinência urinária pode ser tratada. Entre as opções, o treinamento da bexiga inclui exercícios para fortalecer os músculos pélvicos, que ajudam a segurar a urina na bexiga.

Os especialistas consideram esses exercícios pélvicos – exercícios de Kegel – bastante importantes para os homens, sendo capazes de ajudar no controle das perdas urinárias. 

O primeiro passo é encontrar os músculos certos. A sugestão é do Instituto Nacional de Diabetes e Doenças Renais dos Estados Unidos. Imagine que você está tentando impedir a saída involuntária de gases. Contraia essa mesma musculatura, localizada na região anal. Se você sentir uma sensação de "puxar", esses são os músculos certos para os exercícios pélvicos.

Para os homens, os especialistas sugerem que se comece a fazer os exercícios musculares pélvicos deitado, pois é mais fácil. Quando os músculos ficarem mais fortes, é possível fazer exercícios sentado ou em pé. Trabalhar contra a gravidade é como adicionar mais peso.

Lembre-se de respirar normalmente durante os exercícios e contraia apenas os músculos indicados.

Seja paciente e persista. Os exercícios duram cerca de 5 minutos, e podem ser realizados até 3 vezes por dia. A maioria das pessoas já sente alguma melhora após algumas semanas.

Quem pode ter incontinência?

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Quem pode ter incontinência?

Homens mais velhos e que já convivem com alguma doença crônica, como hipertensão e diabetes, tendem a tolerar a incontinência por mais tempo antes de buscar ajuda. Dados dos institutos norte-americanos de saúde apontam que menos de 50% dos pacientes que sofrem de incontinência urinária informam os médicos sobre o problema. Em muitos casos, os pacientes simplesmente sentem que a incontinência é parte do envelhecimento – o que não é necessariamente verdade. 

Engana-se quem pensa que essa é uma atitude rara no Brasil. Um estudo feito no Rio Grande do Sul mostrou que pelo menos 72% das pessoas com bexiga hiperativa – uma das causas de incontinência urinária – nunca foram ao médico para avaliar o sintoma.

É hora de virar esse jogo. Vamos deixar o medo, o preconceito e a vergonha de lado? Afinal, é possível chegar a bons resultados com os tratamentos e soluções adequados. Há prevenção, cuidados e produtos capazes de ajudar a evitar as angustias, mudanças de comportamento e rotina que a incontinência urinária pode acarretar. 

O primeiro passo, é claro, começa com a visita ao seu médico de confiança. É o que recomenda o urologista Celso de Oliveira em entrevista à iniciativa educacional Incontinência sem tabus2, no vídeo a seguir.

 

Vergonha até com o médico

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Vergonha até com o médico

Muitos homens evitam falar sobre seu descontrole da bexiga mesmo nas consultas. Mais de uma vez o urologista Carlos Sacomani descobriu que determinado paciente tinha incontinência no momento de examiná-lo por qualquer outra queixa. “Eu percebia um escape de urina ou que o paciente estava usando fraldas, absorventes ou forros”, lembrou o médico em entrevista concedida à iniciativa educacional Incontinência sem tabus2

É muito importante que o tema seja tratado, pois ele pode ser consequência de um problema mais grave, como o câncer de próstata.

Superar ou amenizar o desconforto.

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Superar ou amenizar o desconforto.

Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, são mais de 10 milhões de brasileiros com incontinência urinária. Com tanta gente às voltas com a incontinência, será cada dia mais difícil evitar o assunto. O ideal é encontrar mecanismos para lidar com a condição, seja superando, seja amenizando seus possíveis efeitos.

A escolha da solução mais adequado depende do tipo e do nível da incontinência urinária.

Nos casos em que é possível, os médicos preferem começar a batalha pela recuperação do controle urinário mudando alguns hábitos e sugerindo exercícios para fortalecer a musculatura que conserva a urina na bexiga.

Se estas iniciativas não funcionarem e dependendo do estilo de vida e da condição de saúde de cada homem, o especialista poderá indicar desde remédios e procedimentos como a colocação de dispositivos para conter a urina (um esfíncter artificial, marca-passo ou cateter) até o uso de produtos específicos para incontinência urinária, como roupas íntimas descartáveis.

Fortaleça seus músculos (1)

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Fortaleça seus músculos (1)

A incontinência urinária pode sim ser tratada. Entre as opções, o treinamento da bexiga inclui exercícios para fortalecer os músculos pélvicos, que ajudam a segurar a urina na bexiga.

Os especialistas consideram esses exercícios pélvicos – exercícios de Kegel – bastante importantes, capazes de ajudar no controle das perdas urinárias.

O primeiro passo é encontrar os músculos certos - a sugestão é do Instituto Nacional de Diabetes e Doenças Renais dos Estados Unidos.

Imagine que você está tentando impedir a saída involuntária do xixi. Contraia essa mesma musculatura, localizada na região pélvica, especialmente a vagina.

Lembre-se de respirar normalmente durante os exercícios e contraia apenas os músculos indicados. Seja paciente e persista. Os exercícios duram cerca de 5 minutos, e devem ser realizados até três vezes por dia. A maioria das pessoas já sente alguma melhora após algumas semanas.

Esses exercícios são especialmente importantes durante o pré-natal e no período pós-parto. "Costumo dizer aos meus pacientes, mulheres e homens, que deveriam trazer os filhos para praticar esses exercícios de fortalecimento. Quanto mais cedo começarem, melhor será", disse a fisioterapeuta Selma Camarrão, especializada em saúde da mulher do Hospital Pérola Byinton em entrevista concedida à iniciativa educacional Incontinência sem tabus2.

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