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Escapes de urina depois do parto: por que acontece e o que fazer a respeito

Escrito pela Dra. Jennifer Berman, especialista em Urologia e Saúde Sexual.

 

Dar à luz ao bebê - via parto normal ou cesárea - pode causar escapes de urina. O trabalho de parto acompanhado pela pressão e tensão dos ligamentos, músculos e tecidos que rodeiam a bexiga e uretra, é o que leva à incontinência depois do parto. 

Trabalho de parto prolongado e trauma associado a isso, falta de progresso durante a gestação ou um bebê grande demais agravam o potencial de danos à bexiga, uretra, suporte de ligamentos e músculos, o que aumentará a probabilidade de escapes de urina após a gravidez. 

O tipo de incontinência que as mulheres experimentam durante e pós o parto é chamado incontinência de esforço. Ou seja, a fuga da urina é produzida com qualquer tipo de esforço físico ou pressão sobre a bexiga, em outras palavras, “stress”. Tossir, espirrar, rir, curvar-se, pegar alguma coisa ou qualquer tipo de atividade física que envolva correr ou pular são exemplos de possíveis gatilhos da incontinência urinária de esforço. Quando os tecidos que envolvem a bexiga como suporte ou a uretra estão comprometidos, a atividade física ou a pressão sobre a bexiga podem fazer com que o ângulo da uretra saia da posição normal ocasionando o escape de urina.

No meu caso, somente meço 1,60 m e dei à luz um bebê de 3,88kg. Empurrar o equivalente a uma melancia naturalmente fez sua parte de dano a curto e longo prazo. Eu posso atestar que a incontinência após o parto é algo perfeitamente normal. 

No curto prazo, as mulheres sofrem alterações na função e controle da bexiga de quatro semanas a vários meses, às vezes até um ano. Algumas mulheres recuperam o controle da bexiga antes do parto, outras não. Os fatores determinantes que apresentam maior risco para ocasionar a incontinência urinária após 6 meses a um ano estão relacionados com a genética, tipo de parto, tamanho do bebê e tempo de trabalho de parto. 

Além dos detalhes do nascimento, nossos genes também podem ser uma causa de vazamentos na bexiga. É importante que as mulheres entendam seu próprio nível de susceptibilidade à incontinência pós-parto e conversem com suas irmãs e mães sobre suas experiências com o parto e qualquer alteração que tenham sofrido depois do nascimento do bebê. Elas podem te dar uma boa indicação do que pode acabar experimentando quando for sua vez. 

Algo que você pode fazer para ajudar a reduzir as probabilidades é praticar os exercícios de Kegel antes, durante e após o parto (da melhor maneira possível!). Reforçar o assoalho pélvico ajudará a manter o controle da sua bexiga. 

Elaborar um plano regular de idas ao banheiro, independentemente de sentir ou não a necessidade de urinar, também é importante após o parto a fim de evitar vazamentos acidentais. Aconselho as mulheres a esvaziarem a bexiga a cada duas horas para que assim, aumentem a probabilidade de ficarem secas. 

Com frequência, os sintomas da incontinência urinária de esforço desaparecem com o tempo. Porém, se eles persistirem por vários meses, é importante ir ao obstetra/ginecologista para identificar e determinar se é necessário um tratamento médico, cirurgia ou terapia a laser, como o Femilift. Femilift melhora e restaura o colágeno que envolve a uretra, o que ajuda a segurar a uretra e impedir que ela se mova durante as atividades extenuantes. Além disso, é um procedimento minimamente invasivo e sem dor.  

A incontinência urinária de esforço é normal e esperada no período pós-parto. Pode até começar durante o terceiro trimestre da gravidez, quando o útero está apertando a bexiga. É importante que as mulheres saibam disso, preparem-se e utilizem os recursos disponíveis, como o Protetor Plenitud Femme. 

Plenitud desenvolve permanentemente novas e melhores opções de proteção para assegurar que os escapes de urina não sejam mais um problema. Durante o começo do período pós-parto, as mulheres não deveriam ter que se preocupar com escapes de urina e nem deixar que isso se torne um pesadelo. Os produtos Plenitud permitem que elas tenham a liberdade de retomar suas atividades e se sentirem seguras e protegidas.

 

 

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